A propósito da barragem Horácio Sodré e infra-estrutura da região Grapiúna

Por Francisco Carlos Duarte*

“Seria imperdoável não mover o tempo, fazendo-o recuar, retomando o passando como a demonstrar que a infância não morre. O menino está deitado a terra, sombras na roça de cacau Os homens cortam os frutos. O agreste de Ilhéus, Itabuna e Itajuípe ( e Itapé) em todas as aventuras do povo do sul da Bahia, chega pelas vozes que narram.”
Jorge Amado

Antes de tudo, confesso que minha fala não é mansa e é sem métrica e sem rima e sem estrofe. Não me inscrevo na genealogia paterna Sodré, mas assumo total risco literário de louvar e glorificar o acontecimento épico e sociopolítico e socioeconômico , que marcará a vida desta linda, invejada por todos e nunca igualada, região épica do Cacau. É a história marcando a conexão passado, presente e futuro.

Sobre a Barragem Horácio Tolentino Sodré, no distrito de Estiva, recém inaugurada na inesquecível e mítica e sempre amada Itapé do Dr Carlos Eduardo Sodré, tudo já foi dito e bem dito em alto e bom som ou tom pelo gestor público e de vocação democrática, Senhor Rui Costa, quando descerrou a placa solene de inauguração dessa obra monumental de infra-estrutura da região cacaueira e que não foi construída à margem da cidadania grapiúna.Resta , agora, tão só cumprimentar e elogiar, pública e formalmente, ao Dr Carlos Eduardo Sodré, que é digno de todo louvor e toda honra e toda glória, pelo seu esforço de ver reconhecido, ainda que serodiamente, o resultado dos bons, relevantes e imprescindíveis serviços prestados à cidadania da grande Itapá, por seu genitor e conspícuo líder político e pranteado Senhor Horácio Tolentino Sodré( in memorian).

Embora tarde, a homenagem se afigura sumamente justa e merecida, ainda que se saiba que ninguém é profeta em sua própria terra. Ou, como diz o adágio popular, deve-se dizer que é melhor tarde do que nunca. Mas, de qualquer forma, a injustiça foi abreviada pela bela iniciativa governamental.
O nome foi merecidamente inscrito em bronze e imortalizado em busto.

O erudito e imbatível orador e estadista, Dr Carlos Eduardo Sodré, legítimo herdeiro de Horácio , Virgílio e Dante, que, mais de uma vez, soube cantar e contar e dizer bem , em verso e prosa, as muitas proezas, epopéias e grandes projetos socioeconômicos e sociopolíticos realizados por seu inesquecível e saudoso pai, que se eternizarão no imaginário sociocultural com essa honraria…

Como é público e notório, essa impactante obra de infra-estrutura batizada como Barragem Horácio Tolentino Sodré ( in memorian)demandou investimento da ordem de R$ 111 milhões (R$ 80 milhões do governo estadual e R$ 31 milhões do federal). No tota, serão 62 milhões de metros cúbicos de água que vão dar segurança hídrica à região, principalmente à cidade de Itabuna.Haverá regularidade do fluxo do rio Colônia e a garantia do abastecimento de água em Itabuna e realiza política pública regional e projetos antigos de obras estruturais, como pontuou o estadista político e gestor público baiano Senhor Rui Costa.

E pode-se agregar, sem medo de errar, que a tomada desta relevante decisão governamental se baseou, como não poderia deixar de ser em sua gestão austera e transparente, em cinco valores essenciais: equidade, sustentabilidade, eficiência, processo decisório participativo e responsabilidade.
O também o líder político e gestor governamental, Senhor Jaques Wagner lembrou, naquela ocasião, mencionou: “que essa obra foi iniciada em 2011, pela CERB, e depois passou para a Embasa. Entre licitações feitas e refeitas, o trabalho foi levado a cabo na transparente e austera gestão governamental popular e democrática Senhor Rui Costa.

E arrematou o competente e heróico líder político :“É uma solução definitiva para a água de Itabuna, dando tranquilidade pra nossa gente, uma cidade tão importante. Para mim, é motivo de alegria saber que Rui vem se destacando como um dos grandes governadores da Bahia. E a vida é assim mesmo: a gente começa muita coisa, alguém vai concluir”.

Tomo a liberdade poética de profetizar que essa monumental e vital obra de engenharia se constitui em genuína e autêntica e legítima opção de desenvolvimento hídrico e energético.
Adiciono, ainda, que o processo decisório governamental levou em consideração todos os impactos e incluiu todas as pessoas – nas áreas da represa, a montante, a jusante e de captação – cujas propriedades, meios de subsistência e recursos não-materiais forem afetados. Enfim, esta vital obra de infra-estrutura,no leito mágico das águas encantadas e amadas do Rio Colônia, que já viu tudo, desponta com cores e imagens surpreenden tes, profundas e emblemáticas.

Então, não é demais augurar, ganha o vivo e misterioso Rio Colônia;ganha Itapé; ganha Itabuna e Ilhéus; ganha a região Sul e ganha o Estado líder do Nordeste e, num futuro não muito distante, do Brasil, por essa monumental, vital e indispensável obra de infra-estrutura e de relevante utilidade social e pública.

Por último, mas não por fim, recordo ao Dr Carlos Eduardo Sodré que os valores e princípios cultivados pelo patriarca Sodré, grande gestor governamental e líder público se eternizará e serão recordados por esta e outras gerações vindouras.

Por Itapé, tudo! Como cantou e contou e escreveu seu herdeiro clássico, Dr Carlos Eduardo Sodré, cuja biografia política, acompanho, quase religiosamente, nas últimas duas dezenas de anos , e que, como é sabido, adotou, como profissão de fé, a defesa intransigente do interesse social e público da histórica e mítica e de belezas inigualáveis região cacaueira, que foi imortabilizada na obra canônica do também inexcedível escritor épico Jorge Amado.

E, ouso acrescentar, que essa relevante obra de infra-estrutura e de utilidade pública e social será capaz de consolidar à região cacaueira da Bahia a identidade grapiúna e será geradora e alimentadora de um imaginário social, difundindo esta inimaginável região enquanto região cultural.
E quem não é Horácio, deve, pelo menos, imitar os mestres e criar sua epopéia.
Viva o Rio Colônia, Viva Itapé, Viva a épica região Cacaueira! Viva a Bahia! Viva o Nordeste! Viva o Brasil!

E a beleza e paisagens de sonhos, viva e alegre, do mágico e encantado e de água doce Rio Colônia, que se mescla com o simbólico Rio Salgado para gestar o histórico Rio Cachoeira, que deságua, serenamente , ao encontrar o mar, no Atlântico, flúvios também cantados por Dr Carlos Eduardo Sodré, se veste com o melhor da engenharia e tecnologia de infra-estrutura sustentável !

*Francisco Carlos Duarte é Ph.D in Law, professor universitário, escritor e advogado no Sul do Brasil.

Fonte: Ipolitica

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